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![]() SONETO BRANCO Lílian Maial O meu soneto inveja o verso branco. Atado às regras, sons e simetria, não tem todas as cores da alegria, que o outro esbanja a um simples solavanco. Pintei de azul poema saltimbanco. De roxo, algumas rimas de agonia. O verde das florestas, sem magia, E o amarelo fosco, amigo e franco. Por que ter um soneto de uma cor, se o branco engloba tudo, como o amor, somando as tintas todas da paleta? Assim, o meu soneto, sem ciúme, pisca palavras, feito um vaga-lume, reflete o arco-íris da caneta! ******* 30.04.08 Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 30/04/2008
Alterado em 30/04/2008 Comentários
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