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![]() CEGO, SURDO E MUDO
Lílian Maial O amor é cego, com certeza, eu sei! E da cegueira faz o seu escudo. Se, ao menos, enxergasse o quanto amei, Amava o meu amor bem mais que tudo. Não posso afiançar que seja lei, Talvez não seja cego, apenas mudo, Que cala o próprio peito – nobre rei, Que lacra o coração – doce veludo! Quem sabe ele não seja um tanto surdo, E não consiga ouvir esse absurdo, Que o meu amor insiste em sussurrar. E, assim, repito, aos raios da alvorada, Que o amor é cego, é surdo e sabe nada, Tem que aprender lições do que é amar! ********* Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 30/04/2008
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