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![]() JAMAIS TANTO ANTES
Lílian Maial Jamais ousei além do que sabia e nem chorei por mais que a dor doesse. Teu ombro amigo, em horas de agonia, foi meu abrigo antes que anoitecesse. Jamais senti desgosto ao ver-te perto, as mãos gentis, servis em meu caminho, douraram sóis, num breu de céu aberto, com versos livres, rimas de carinho. E foste ouvido e abraço, foste pluma, num derramar de sonhos feito espuma, que lambe a areia, mas não a altera. Deixa-me então tratar de tuas dores, fazer-te a cura, e te ofertar mil-flores, e ser teu cais, o colo que te espera. ************ Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 27/04/2008
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