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Lílian Maial São quatro horas de uma tarde linda, Lembrança de outra igual, mas tão distante: O encontro com teu corpo hesitante, Que a minha melodia ainda brinda. São oito horas e essa dor infinda Derrama sua farpa lancinante, Saudade do teu cheiro inebriante, Que acende a minha alma quase extinta. É madrugada e sobra essa tortura, A falta do teu beijo, teu carinho, O preço que paguei por liberdade... Mas basta eu recordar tanta loucura: Teu gosto, teu olhar, teu puro linho, Que afloram virgens gotas de umidade. ******* 23.04.08 Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 23/04/2008
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