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SONETO DA DISTÂNCIA
SONETO DA DISTÂNCIA Lilian Maial Tudo o que sei da vida que me leva é o pouco tanto que o pranto conduz. Se já não tenho o riso, só a treva, o que me resta é a fresta a que me expus. Tudo o que quero - deitar na tua relva - sofrer as dores que eu mesma me impus, na tua ausência, a solidão me neva e opacifica, aos poucos, tua luz. Como prender-te, se sou liberdade, amar-te menos, se amo de verdade, ou pretender ser tua para sempre, se a cada esquina que dobro no tempo, mais um pouquinho cresce o esquecimento, como o desejo que rasga meu ventre? **************
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 02/01/2006
Alterado em 14/04/2006 Comentários
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