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![]() SABOR DE TI
Lílian Maial Se a minha boca já foi teu oásis, a tua, há pouco, se fez o meu deserto. De tanta areia, sem mares por perto, sangrei os olhos, por grãos tão mordazes. Por tantas guerras, fizemos as pazes, despreocupados, se é errado ou se é certo, perambulando com o peito entreaberto, sobreviventes de sonhos tenazes. E agora eu vivo entre versos ardentes, fingindo um cio, um querer tão doente, feito uma chaga, uma pena a cumprir. Só tua boca, outra vez, banharia, o corpo seco, sem rima ou poesia, vem, meu amor, me devolve pra ti! ********** Rio, 17/04/04. Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 21/03/2008
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