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![]() Canto de Amor nº XVI Lílian Maial
Que o mundo saiba que tu és o meu amado, Que teus são os meus pensamentos e prazeres, Que nossos são os jardins de rosas e lírios! Ó, amado! Escolhido e iluminado! Homem a quem os deuses invejam a formosura e a força! Meu amado é um mar: me invade em ondas, leva para as profundezas todas as dores E traz á tona as conchas do meu amor.
Criatura nascida de campos floridos, onde pequenos esquilos e coelhos se escondem na folhagem! O que me cerca de mimos e iguarias, O que me chama para o leito de relva e almíscar, Para que a noite seja suave e perfumada, como seus cabelos de sândalo. Ó, amado!O que tem mãos apascentar os rebanhos dos meus anseios, de agitar o mar de meu ventre! Aquele dos braços de ciprestes, pernas de cedro do Líbano, rosto formoso, qual macieira, num bosque harmonioso num dia de sol! Deita-me em tua sombra! Dá-me de provar teu fruto! Eu, tua prometida dentre todas as filhas do amor! A das palavras aladas, a que recebeu a visitação divina, A que vislumbrou a perdição e o Parnaso em teus olhos. Vem, amado, e dorme em meu colo, que adormeço a teu lado, Mesmo que meu coração não repouse. E que nenhum som ouse perturbar-te! Nem o vento, nem o simples cair das folhas dos galhos! Silêncio! Silêncio, que meu amor dorme em paz!
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Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 14/09/2022
Alterado em 14/09/2022 Comentários
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