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![]() CANTO DE AMOR nº XVLilian Maial
Dizer teu nome é evocar calafrios e galopes no peito! Ó, filho abençoado! Criatura nascida de campos floridos, Onde pequenos esquilos e coelhos se escondem na folhagem! O que me cerca de mimos e iguarias, O que me chama para o leito de relva e almíscar, Para que a noite seja suave e perfumada, Como seus cabelos de sândalo! Ó, amado! O que tem mais de apascentar os rebanhos dos meus anseios, De agitar o mar do meu ventre! Aquele dos braços de ciprestes, pernas de cedro do Líbano, Rosto formoso, qual macieira num bosque harmonioso num dia de sol! Deita-me em tua sombra! Dá-me de provar teu fruto! Eu, tua prometida dentre todas as filhas do amor! A das palavras aladas, a que recebeu a visitação divina, A que vislumbrou a perdição e o Parnaso em teus olhos! Vem, amado, e dorme em meu colo, que adormeço a teu lado, mesmo que meu coração não repouse! É que nenhum som ouse perturbar-te! Nem o vento, nem o simples cair das folhas dos galhos! Silêncio! Silêncio, que meu amor dorme em paz!
***************** Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 15/08/2022
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