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METILPOEMA
...e sopro nos acordes da indolência, saudade do mistério que não fui, esgoto, me drenando a consciência, da luta com meu sangue - que não flui. Não sei de tantos mares e desertos, no âmago da dor que, em mim, se espraia. Tomara que algum anjo passe esperto e a leve, de uma vez, antes que eu caia. Pileques - já tomei de certos versos - promessas, que cumpri por tanto tempo, sonetos, que arrotei temas perversos, e os dias, que deixei rimar no vento. Por hoje, quero a parca lucidez, de me acordar em noite sem lamento, qual louca, que se enforca em sensatez, qual ladra, que se rouba amor detento. *****************
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 21/11/2005
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