![]() |
|
![]() CASTIGO ®Lílian Maial A poesia me inoculou ainda criança. Todos tinham catapora, eu tinha poesia. Nunca mais me livrei desse vírus. A mãe do Tácito o colocava de castigo por dizer sonetos. A minha também. Mas eu era malcriada e dizia assim mesmo. Na adolescência, passei a dizer trovas, setilhas e o diabo a quatro! Padre Emile não me excomungou, ao contrário, confessou que também dizia uns versos, vez por outra, nos intervalos das missas. Depois de adulta, foi a vez dos haicais e poetrix, e os danados dos tercetos me perseguiam. Hoje continuo de castigo, Carrego esse fardo de enxergar as mazelas e os perfumes. Tácito também. *******
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 20/08/2020
Alterado em 20/08/2020 Comentários
|


