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![]() SONETO REBELDE
Lilian Maial Da solidão conheço a silhueta, A face sepulcral do desalento, É como o chumbo derretido ao vento, É como a folha morta na sarjeta. Ela tem rastro, feito um vil cometa, Parece doce no padecimento, É companheira de qualquer momento, Cruel casulo, prende a borboleta. Por isso imploro que não me acompanhe, Que deixe os versos seguirem seu rumo, E achem um par que lhes dê boa sorte! Que esse poema rebelde se assanhe, E abrace a vida, lhe sugando o sumo, Antes que o sonho se case co'a morte! ******** Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 11/08/2020
Alterado em 27/08/2020 Comentários
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