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CALOR INFERNAL - soneto
Não me ventou nem a brisa noturna, Nada de sopros ou livres folias. Baforejando da boca soturna, Somente o breu dessa triste heresia. Em pesadelos de versos confusos, Recita a dor em sonetos doentes, Tua figura em contornos intrusos, Deitada à sombra de rima indolente. Arcanjo negro, das trevas vigia, Macabro amor, satânica elegia, Dominação do meu corpo pagão. Entrego a ti, sem escolha ou vontade, Correndo o risco de arder de verdade, Minh'alma branca em teu leito - paixão! ***************
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 07/11/2005
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