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![]() AMÉM Lílian Maial O fardo que carrega o afável e o clemente Em toda a trajetória azul, como convém, A paz obrigatória e o riso permanente Ocultam, de si mesmos, cálido desdém. É tanta humanidade em solo penitente,
Que os anjos, de ciúme, o amor fazem refém. E os ímpios desalmados dançam livremente No palco, onde a bondade exige o seu vintém. O ranço generoso alcança o patamar Dos nobres benfeitores de fé e regozijo, Que pintam velhas trilhas de caminho novo. E quem o bloco omisso ousar desafiar, Que tenha um guardião e um bom esconderijo, Ou que sucumba à fúria desmedida de seu povo. ********** Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 19/05/2019
Alterado em 21/10/2020 Comentários
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