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LIVRE ARBÍTRIO - soneto
LIVRE ARBÍTRIO
Lílian Maial A dor da poesia é conhecida, não há chaga no mundo tão cantada. Poeta é talho e cura da ferida, seu verso: uma poção envenenada. Poema é peste, é praga contraída, nas noites sem luar, de madrugada; é a bênção que me torna absolvida, palavra que me trai, desenganada. Querer ou não querer não vem ao caso, não tenho esse poder e nem queria ser dona do destino dessa pena. A rima é que me escreve, por acaso, me elege na tristeza ou alegria, liberta o coração ou me condena. *********
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 01/11/2005
Alterado em 01/06/2006 Comentários
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