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![]() SONETO AO CORAÇÃO MALVADO
© Lílian Maial O que era nada, é nada, e nada resta, senão sonhar nos versos que hoje escrevo, que um coração, que amou, não faz mais festa, anda perdido em braços sem enlevo. E se esse corpo um pranto longo atesta, sou carpideira e choro onde não devo, e quando a dor do amor meu ventre gesta, renego a sorte e despedaço o trevo. Sou sempre errada, e esbarro em desenganos, como a alvorada, que, por tantos anos, iluminava a noite e o seu bordado. Se cada estrela pinga seu lamento, piscando em brilho todo o sofrimento, por que culpar meu coração malvado? ******** Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 03/09/2007
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