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Lílian Maial Às portas da angústia, aos pés da hipocrisia, nada é dito, nada é exposto, é tudo silêncio e vazio. Alada e linda, de asas ousadas, seu vôo é punhal nos pássaros-corvos, nas negras aves da escuridão. Portas fechadas, o próprio medo imposto pelos dias e pelos homens. A cruz, o preço da liberdade, que faz crescer o resplendor, o mesmo que atiça o brilho dos olhos e o viço da pele. De joelhos, o peso do fardo, o fardo das plumas, plumas da verdade. Novamente erguida, abre-se o portal de luz, volta as costas ao portão fechado de fachadas, encontra as cores do seu destino, alça o vôo mais lindo, para a sua vida e o seu deleite, na pureza de suas escolhas. ****** Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 02/07/2007
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