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![]() SILÊNCIOS Lilian Maial Fico assim acorrentada ao silêncio na imposição de dias mudos. Nada sei de mundos interiores quando meu peito floresce. Não me cabem subsolos subterrâneos subentendidos quando a música que me toca embala a saudade. Fico assim meio sem graça com o corte no verbo - essa navalha oculta - que insiste em retalhar meu riso. Recolho todas as notas da tua voz ao me falar de amor. O limbo não é lugar para elas. Prefiro guardá-las em cativeiro, atadas às minhas lembranças de dias de sol. Cai a chuva escurece chora o dia como se cada estrela se escondesse atrás do tempo pra não mostrar aos olhos o quanto tua voz nos faz brilhar. Fico assim um tanto melancólica quando minhas mãos anseiam por passeios. Busco tua pele na memória teu cheiro caro teu corpo limpo. Encontro meu eco e tudo me volta estridente, enquanto de ti só reconheço os silêncios. ****** Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 14/06/2007
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