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![]() ANDANÇAS
Lílian Maial Ando confusa de nuvens. Penso doces recheados de teias. Questiono a sanidade das manhãs. Quero a liberdade do ventre E a inconseqüência dos sonhos. Ando com o cansaço das árvores. Caminho passos de seqüela. Questiono a trajetória dos homens. Quero a paz do mato, o cheiro de hoje, E a premência das cidades. Ando irada com as mágoas todas. Relembro estações e trilhos. Questiono o vôo dos pássaros. Quero o grito travado E as lágrimas que evaporaram. Ando tanto, sem lugar ou tempo. Vejo-me finita e crédula. Questiono a imortalidade da espécie. Quero o gen, o vintém, qualquer esmola, E o tempo sonegado pela ilusão de felicidade. Ando, como sempre andei. Vaguei. Melhor andar, questionar, pensar, Do que querer. Melhor não ver, não saber, ignorar. Melhor andar. Lílian Maial 24/10/06 Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 15/05/2007
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