![]() |
|
![]() PAZES Lílian Maial Que venha o vento, o sol, a tempestade, venha esse amor, de morte, ou de mentira, que eu alço um vôo só pela metade e a outra metade aguardo em tua mira. Que essa distância encurte a nossa dor, mesmo abatida, a ave não se entrega, rezar, não rezo, expio o teu rancor, meu paraíso é a chaga que te alberga. Se de meu corpo, inerte, a tua sorte faz renascer, qual fênix, da morte, fragilizada chama da paixão, deito-me rija, marmórea, empalhada, pequena pedra, de vida entalhada, sobrevivente do teu coração. ******* Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 02/05/2007
Comentários
|


