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![]() EU VIAJEI NO RASTRO DE UM POEMA TRISTE
®Lílian Maial Eu viajei no rastro de um poema triste, e dei carona ao sol, cicerone da lua, prisioneira de toda a contramão que existe, senhoria das horas, que o peito jejua. Eu naveguei na proa de um verso que assiste ao naufragar da aurora, sem tábua e sem pua, sem leme da palavra, a vida, dedo em riste, apontando o caminho, que a solidão flutua. Eu me joguei do alto de um soneto em chamas, que ardia as pobres rimas, tal e qual feitiço, o mesmo que o poeta insiste em escandir. Então me tatuei nas linhas que declamas, queimando em tua boca, nas brasas que eu atiço, marcada p’ra que nunca mais me deixes ir! *************** Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 23/04/2013
Alterado em 21/10/2020 Comentários
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