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![]() VAMOS À PRÓXIMA POESIA
®Lílian Maial – adaptação de um texto de Milton Moreira Tudo o que eu queria era ser teu poema. Um poema estranho, ao mesmo tempo familiar. E que me lesses. Lesses aos poucos, sem pressa, calmamente, deixando-se impregnar de cada palavra que te me dissesse. Que me soubesses de carne e osso, de fala grossa, de estremecer tuas estruturas de homem. Que te acostumasses com meus pensamentos argutos de mulher inquieta, que sai do lugar e expressa a vontade, o direito, a liberdade, assim, com destemidos verbo e vigor. Queria que tu me lesses atentamente, a página inédita da complexa técnica cirúrgica, da promissora droga capaz de auxiliar a cura da enfermidade mais desafiadora. E, então, seria possível seguir. Seria perfeito entregar. Ouvir minha voz em tua boca, Sentir tua boca em minha carne, Ter a tua carne em minhas mãos, Tuas mãos em minha mente, Tua mentira em meus olhos. Eu, a mulher, teu pilar, teu pasto, teu desacato, a rima dos versos livres, a sem-vergonha ali da esquina, a que não te quer e que não te deixa. *********** Lílian Maial e Milton Moreira
Enviado por Lílian Maial em 28/03/2013
Alterado em 21/10/2020 Comentários
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