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CARNAVALEANDO
®Lílian Maial A manhã veio avisar: era preciso carnavalear, beber lembrança em quarto de lua, exibir o corpo perdido em serpentina, colar a fantasia. Uma ala inteira de andorinhas, sobre o dorso de pétalas folionas, ensaiava um enredo conhecido. Não importava se havia chuva ou sol, tudo era tempo. Todos os passados de aflorar os ritmos, compassos de espera, bumbos e tamborins. Desfilam segredos e orixás, Colombinas em trajes de Vênus, palhaços de lágrimas e guizos. Homens de bem e de mal, rostos pintados, risos excessivos, necessários delírios. Passa a vida, passa a escola. Ao final, rasgos de paetês, confetes molhadas pelo chão, um gosto de cinzas na boca da noite. As aves observam, no topo da alegoria, um Pierrô apaixonado, atravessado na avenida. ************* Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 08/02/2013
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