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![]() SEDIMENTO
® Lílian Maial Recolho os seixos lisos desse rio, Qual lágrimas, são contas de um rosário. Margeio a lua, refletindo o estio, Conduzo estrelas frias p’ro estuário. Rabiscos, risco ao léu! Meu desafio Consiste em dar teu nome a esse cenário. A noite enfeita, em mim, o olhar sombrio, Revela a dor exposta em antiquário. Saudade é conterrânea do meu peito, Traduz em pedra a falta do teu toque, E deixa esse vazio a soçobrar. Afundo nessas águas como um leito, Arrasto essas lembranças a reboque, Permito à solidão sedimentar. ********* Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 08/02/2007
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