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![]() NEGRUME
Lílian Maial ________________________________ Teus olhos – duas pérolas-sementes, Tão negros, que a graúna empalidece, São luas, a sorrirem de contentes, São lagos, de represa que anoitece. De dia, qual farol de um mar latente, Que acende, ilumina e entontece, De noite, doce archote incandescente, Ardendo o meu querer, que tanto cresce. Por dentro desses olhos de promessa, Nos cílios, equilibram-se vontades, Desejos que, eu, poeta, decifrei. No mar de escuridão, velas dispersas, Meus olhos, procurando outras metades, Soçobram, nau dos teus, onde ancorei. _____________________________________ Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 08/02/2007
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