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![]() MAU TEMPO
® Lílian Maial Escurece em mim. Apaga-se o brilho dos olhos e o rasgo suave do sorriso. E cai a chuva, um lamento pelas dores todas, por esta saudade de polpa que teve a casca arrancada. E o tempo se fecha, como o coração, desconfortável com outras promessas, como a boca, inadequada de outros beijos, como o cais, onde atracam barcos que nunca a ali pertenceram. Entristece em mim a brincadeira de ser feliz, a ilusão de algo eterno. E tão efêmera sou, quanto letras que ora me brotam [ervas daninhas] sementes de dor, que prefiro enterrar [e não queimar], para que germinem mais tarde, escondidas, feridas de lembranças. *********** Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 07/02/2007
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