![]() |
|
![]()
DESATINO
®Lílian Maial
Pelos caminhos turvos dessa estrada: desfiladeiros, becos, armadilhas. Não vê sentido algum quem conta as milhas... Sofre o poeta a dor da madrugada. É tão sutil a luz na encruzilhada, é tão fugaz o afeto nas partilhas, como quem perde o rumo em tantas trilhas, e assiste ao fim do amor de arquibancada. Não há sentido algum em construir, Se a poesia é morte e sofrimento, E vã promessa, doce veleidade. Há que se erguer do pó e do porvir, O sangue, o húmus forte, o alimento, Para forjar o pão da liberdade! *****************
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 27/09/2011
Alterado em 21/10/2020 Comentários
|


