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Soneto para a Vítima das Trevas*
© Lílian Maial
Herege, numa casca de inocência, teu sangue é tão impuro quanto o meu! Com tantas águas bentas, penitência, a noite esconde instintos sob o breu. Cuidado, ao me chamares por clemência, que o meu prazer perverso me lambeu, qual fria labareda em efervescência, e aguça a brasa em ti, que não morreu! Sugar-te o sumo rubro inda pulsante, matar-me a fome torpe e aviltante, e me afogar e a ti num mar de lama! Eu bem que te avisei da tua sina: cuidado, uma vampira tão ferina, te deixa morto-vivo nessa cama! ****** * Soneto feito em resposta ao soneto "Amor Vampiro", de Nathan de Castro.
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 25/11/2006
Alterado em 25/11/2006 Comentários
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