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Lílian Maial Por nossa eterna procura, andarilhos sem calçado, nos pés: ferida, tortura; nas mãos: só calo incrustado. Anseios, todos entoam, num conhecido refrão, onde os acordes destoam: o irmão desperta sem pão. Desvarios e loucura, pois que a noite cai a esmo, sem buscar semeadura, o futuro é sempre o mesmo... De procurar, nos perdemos, a luz findou, no infinito: cegamos o que não vemos, calamos o próprio grito. Lílian Maial 25 de setembro de 2010 Rio de Janeiro - Brasil Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 25/09/2010
Alterado em 21/10/2020 Comentários
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