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MESMOS GRITOS
Lílian Maial
tonta diva profana mística grito preso ainda da janela, o vácuo das letras, tentáculos não importa para quem já que não há nada para si além gota tímida escorre entre os dias esquiva de sonhos tudo se repete as dores as cores os féretros escrever por gritar solo asas mar a palavra naufraga na consciência intacta estilhaça aos pés do egoísmo do silente afeto daquele medo concreto meu castigo? poesia ***********
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 16/09/2006
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