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TRADUÇÃO
Lilian Maial
Teus versos não carecem de temperos, nem ervas pra teus sonhos serem beijos; teus dedos plantam flores nos canteiros dos meus olhos arados de lampejos. Tua fome implanta em mim a tua marca: pecado e redenção a um só tempo; confesso-me tentada à tua barca, que oscila entre o abismo e o firmamento. Não julga teus sonetos como insossos, que a mim teu paladar de finos gostos agrada em cheio a cada novo verso. Pois trata de fingir que não me entendes, que eu sei que a dor que dói é a que me sentes e o teu pecado é o avesso do reverso. *********
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 10/09/2006
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