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LASCA
LASCA
Lílian Maial Ergo-me estranha, sem espelhos, sem janelas. Na caverna, o mau cheiro das entranhas, vísceras dilaceradas na cozinha. Estou em peles, ovelha negra, lasca de placa tectônica, instável, movediça, primitiva. A gruta é rude, o homem é rude, meio fera, meio fruto do meio. Acuada, percorro os espaços, confiro os trapos e pedaços, sou eu? Em meus subterrâneos, vulcão, lava, erupção. Na superfície, magma, rocha, crosta. Na arrogância da paisagem, movo-me, borboleta. *******
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 07/09/2006
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