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![]() ETIMOLOGIA
Lílian Maial O sussurro do vento frágil bálsamo da morte como um étimo atravessando a noite. A palavra projeta-se no silêncio da pedra um gorjeio mouco um gesto parco. E a morte paira sobre a chaga numa despedida sincera de pegadas de fogo. O verbo incinerado calcina a veia onde o sonho coagulado trombosa a manhã. Nas cinzas do verso há a nesga de quietude. Um pálido sol esquadrinha o depois, a vida e o tempo. Não! Não há paz na morte e na calmaria. O beijo cálido da palavra é vida e a vida é sina de raiz e semente. O alumbramento se dá no ventre da poesia fecundo direito doutrina de origens parto. A paz beira a loucura da hora e da pedra. Carece o hoje de inferno e grito. A palavra salta da garganta para o eco na aridez do cacto à procura de seu lugar. ********** Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 15/05/2010
Alterado em 21/10/2020 Comentários
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