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![]() DESENCANTAMENTO
para Antônio Adriano de Medeiros Primeiro é preciso encontrar a fome, a necessidade. Porque todo poema é alimento. Os versos são pão e vinho. O poeta precisa aprender que o seu papel não é colher a uva, mas se deixar embebedar. Não é devorar a casca, o miolo, mas aprender a semear o solo e o verbo. Ser poeta é saber crescer na miséria de carne, de pão, de uva. É descobrir-se sedento e esfomeado toda vez que um verso lhe ronda a face. Um poema não sabe nada de Vida e de Morte: ele é a magia, em si, que, se decifrada, vira palavra no papel. Lílian Maial Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 23/04/2010
Alterado em 21/10/2020 Comentários
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