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LUNAR
Lílian Maial Lá fora, a lua sabe a altura dos meus sonhos, E, em seu semblante, guarda a luz do meu amor. Quem sabe, um dia, não verei, desse langor, A poesia a iluminar olhos tristonhos. Dependurada, esbelta e livre, está sozinha, Tão solitária, que, de dó, chorei por ela. Foi num lamento que me entrou pela janela, De compaixão, acalentei a pobrezinha. Por que será que todo mês a reconheço, Nesse vestido, todo em rendas traiçoeiras, Como uma noiva prometida sem altar? Será que eu mesma não paguei tão alto preço, De te esperar, vestida assim, a vida inteira, Como essa lua, condenada a não amar? *********
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 13/08/2006
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