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![]() Marca de Nascença
®Lílian Maial Tenho a marca de nascença da poesia - um estigma que trago em minha essência - ladeada por brocados de euforia e o silêncio sibilante da insolvência. Nas sevícias de uma longa litania, é nos versos que a razão pede clemência, e se entrega ao devaneio e à epifania, traz no ádito o pecado e a penitência. Tanta dor aglutinada numa folha, solitário insulamento sem escolha, panteão que perpetua a orfandade. Não há corte ou abrasão que a sublime. Esse laivo, esse sinal que me redime, É uma dádiva, é o inferno, ou a deidade. ************** Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 13/02/2010
Alterado em 21/10/2020 Comentários
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