![]() |
|
![]() Soneto para aVítima dasTrevas
© Lílian Maial Herege, numa casca de inocência, teu sangue é tão impuro quanto o meu! Com tantas águas bentas, penitência, a noite esconde instintos sob o breu. Cuidado, ao me chamares por clemência, que o meu prazer perverso me lambeu, qual fria labareda em efervescência, e aguça a brasa em ti, que não morreu! Sugar-te o sumo rubro inda pulsante, matar-me a fome torpe e aviltante, e me afogar e a ti num mar de lama! Eu bem que te avisei da tua sina: cuidado! Uma vampira tão ferina, te deixa morto-vivo nessa cama! ****** Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 31/10/2009
Alterado em 21/10/2020 Comentários
|


