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![]() MADRUGADA
lílian maial Do tudo que me vem em agonia, resta um traço de lápis preto borrado e um cheiro ácido no hálito de solidão. No breu da sede de carne, a mesma boca seca a soletrar desculpas. Por trás do sorriso não rasgado, o mesmo gosto de tapete e corrimão. De nada adianta o consolo do abraço e o remendo das palavras vãs, se ambos sabemos que somos sementes da insônia. ************ Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 19/10/2009
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