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![]() Cárcere
®Lílian Maial Urge a palavra perpétua condenada à boca solitária engolida qual bolo de espinhos A língua lambe sorve enjaulado grito feito crime perfeito violação dos sonhos Os olhos cospem intenções e não confessam As mãos sacodem as grades - grilhões de encardida esperança - trancada às sete chaves Num canto esquecido o lacre, no peito, inflama e escorre corrosiva dor clandestina a clamar justiça e alimento que a fome não cala com o tempo Ergue-se do cativeiro da inércia a mão que ara a terra da mudança Revolve o coágulo árido e seco Pulveriza o suor Aspergindo a força do homem O futuro Há que libertar o verbo convolar os silêncios e sentenciar a dor A flor do cárcere desabrocha no poema ************ Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 23/08/2009
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