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A FLOR E O ESPINHO - dueto
® Lílian Maial & Nathan de Castro
Não sei o olhar da flor sem ver o espinho, Que fere, ao mesmo tempo em que me encanta; Seduz minh'alma, canta e se alevanta, Perfuma e deixa sangue no caminho. Não sei o olfato, e a estrela que adivinho Reluz, feito pepita, e então me espanta, Mas quando a noite é pouca e tanta e tanta, Me deixa essa fragrância sem carinho. Canção de sóis, de luz, de pão e vinho, Teu corpo é ceia farta em terra santa, Qual templo, onde venero a deusa infanta. E a flor que desabrocha é onde me aninho, Mas vem este soneto tão daninho, E amarra um nó, em rimas, na garganta. ***********
Lílian Maial e Nathan de Castro
Enviado por Lílian Maial em 15/05/2006
Alterado em 25/03/2025 Comentários
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