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![]() DAMA DE COPAS
®Lílian Maial Hoje ainda escuto tuas juras, Tuas desculpas, Teus olhos de promessas E um mar de (in)verdades. No fundo, uma armadilha, Pássaro nos céus, Em liberdade numa ilha. Hoje ainda sinto a suavidade dos teus dedos, A maciez dos lábios, Que se misturavam aos meus: Pétalas de uma flor que nunca se imaginou murchar. Ainda sei o tom da tua voz, Identifico as agonias e defesas, Os pontos cegos e a força, O ódio e a fantasia. Minha pele não conseguiu se limpar Da tinta do teu amor onipresente E persiste a mancha, a me lembrar teu nome E o cheiro do teu prazer. Até hoje não despertei da letargia, Nem da imensa alegria - Tola utopia - De um amor sem fim. Esse meu amor viúvo, Assediado por uma saudade carpideira, Amanhece num lado da cama, Expulsa a carne e a mágoa, E acalenta o fruto arrancado do pé, Abandonado ao tempo. Hoje refaço o jogo E não encaixo as peças. Embaralho as cartas, Distribuo os sonhos, Mas são cartas marcadas – azar! Teimosa e crente, Rezo por tua vida, Que é meu alimento, Meu sustento até à morte – Sorte! ************ Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 18/02/2009
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