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POR ENTRE OS DEDOS
POR ENTRE OS DEDOS
Lílian Maial O mal que nos fizemos não foi tanto, que um peito, de paixão, não se definha. Tua voz de rouxinol, um acalanto... pras noites sem o olhar que me adivinha. Não me causaste medo, só o espanto, de um arrepio intenso pela espinha. O amor, que revelavas com teu canto, se fez na tua mão por sobre a minha. Por que levaste a voz e o doce olhar, restando a melodia, em coro triste, num eco me deixando quase louca? Por que titubeaste em me tocar? Talvez temendo que eu não resistisse? Por que não exploraste a minha boca? *********
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 22/03/2006
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