![]() |
|
![]()
Pelo Dia da Poesia: A CONCUBINA
A CONCUBINA
Lílian Maial Roída em desespero e amargura, mandei-te a poesia inda menina, envolta em vãos disfarces de candura, no intuito de fazê-la concubina. P'ra ela entregarás todo o fervor, enquanto assim me lês do início ao fim. E aqui, eu me contorço em teu calor, que brota ao folheares só a mim. A ela alisarás - dedos macios, carinhos pelas folhas de leitura. E eu aqui, entregue aos desvarios, deduzo tuas mãos em mil loucuras. A ela ensinarás os teus mistérios, ao passo que me deixo aos teus comandos. Enquanto alisas páginas de tédios, meu coração me diz que estou te amando. E assim pude prever os movimentos, teus medos, pensamentos, teus enfoques. Descuido de anotar que os sentimentos Já tinham o endereço no envelope. E então te apaixonaste pelo inscrito nas folhas, sem saber do coração. E aqui, eu sofro muda, em ar contrito sem ter como dizer dessa paixão. E desse jeito eu fiz a concubina, dublê na poesia desse amor, e soube, enfim e pude ver ainda teu coração cativo deste autor. **************************
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 14/03/2006
Comentários
|


