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FEBRE
FEBRE
Lílian Maial A boca anseia a carne delirante, que os beijos desses lábios torneados lambuzam de sabores variados o mel que escorre em fio inebriante. Meu homem, meu amigo, meu amante, é doce ver-te em versos derramados, sorrindo co´os olhinhos marejados, feliz de tanto amor, apaixonante. Que venham as tormentas e procelas, em nosso leito, branda luz de velas, a iluminar os corpos de candura. Tremula, num sussurro, a nossa chama, incendiando a paz da nossa cama, a febre desse amor não tem mais cura. ***************
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 05/03/2006
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