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![]() CIÚME
(de Bentinho para Capitu)* Lílian Maial Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura! Flor perfumada e límpida do olhar, Botão cigano, rica formosura, Que em peito pétreo e triste fez brotar! Oh! Flor cruel! Oh! Flor da desventura! Feito um punhal cravado em meu penar! Dissimulada flor, foste a clausura e, na clausura, foste o meu altar! Oh! Flor do céu! Oh! Flor tão lazarenta! Que desabrocha em dúvida sangrenta, Remodelada ao fio da navalha! Oh! Flor de ódio e amor! Flor sem juízo! Dou-te meu riso e choro, se preciso: Perde-se a vida, ganha-se a batalha! ********* *soneto classificado para a antologia Litteris/Machado de Assis Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 12/07/2008
Alterado em 12/07/2008 Comentários
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