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LUZES DA CIDADE
Luzes da Cidade
Lílian Maial Na boca fria a noite quente teus dentes me sorriem fel Tua língua me corta navalha afiada tola gargalhada E vem o silêncio a morte nos medos golpe lento e preguiçoso A carne estremece há cheiro vazio bolor de dúvidas enganos Velhos e cerzidos planos há becos, bocas, bodas ...e nada me agrada A cidade na janela é outra que os olhos destilam surda de espaços Há esse cansaço sem cama sem lua sem tinta sem letra *********
Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 24/01/2006
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