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![]() 14/11/2015 15h25
SAUDADES
SAUDADES Lílian Maial
Estavam desenhados com as mais diversas formas, numa alegria de mortos. Não pude vê-los em suas respectivas nuvens, mas sabia qual era a de cada um. Meu pai morreu num dia como o de hoje, há 32 anos. Não consigo computar os anos em suas distâncias. É como se eles tivessem sido compactados na minha memória. Muitos outros vieram me cumprimentar, bailar nas minhas lembranças. Eu pude revivê-los. Uma viagem no tempo. Por alguns instantes, quis poder tocá-los, sentir seus cheiros e o calor de seus corpos. Cheguei dessa viagem com mais saudade e muito mais certezas. Não pretendo desperdiçar abraços e palavras de afeto. Vou dizer o que sinto, sem pudores infantis. Nunca se sabe quando não mais se vai poder ter ao lado as pessoas que passam por nós e que nos são caras. Então, também por isso, quero gritar, hoje, agora, que te amo!
******************* Belém, 30/08/2015 Publicado por Lílian Maial em 14/11/2015 às 15h25
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