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![]() 10/03/2010 09h49
ANAMNESE
ANAMNESE
®Lílian Maial Era uma dor muito estranha. Aguda e lancinante, que fazia suar e ter vertigem, por vezes, uma lágrima. Durava o tempo que se a sentisse. Rastreados os órgãos, fígado, baço, rins, tudo em ordem. Pele, músculos, nervos e tendões sem avarias. E a dor lá, doendo. Tomava todos os analgésicos inventados, tinha conta na farmácia. E a dor não passava. Dentista, homeopata, clínico geral e, mesmo, geriatra não detectavam a origem. Chegou a consultar mãe de santo. Fez trabalho no mato, jogou búzios, procurou cartomante, bebeu poções. Não adiantava. Toda vez que olhava o espelho, lá estava a dor. **************** www.lilianmaial.com
http://www.rebra.org/escritora/escritora_ptbr.php?id=1142 http://www.avspe.eti.br/poetas2010/LilianMaial.htm Assessora Cultural C.U.P.E. - Clube Universal de Poetas e Escritores Publicado por Lílian Maial em 10/03/2010 às 09h49
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