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![]() 21/01/2009 17h09
AMOR(TE) - poema de um poeta anônimo
AMOR(TE) JST
Quisera compreender exatamente isto tudo: as perdas, as cisões, os dias em que durmo e acordo, os dias em que apenas durmo e acordo!
aquela esperança meio existencialista de Camus, de que viver seria bom, e morrer também não seria mau.
Um grande pedaço se foi por aí, pelas estrelas, talvez... Pelas noites indagadas, sem uma resposta qualquer. Perguntar para a noite, para a escuridão cega e muda é bom, a resposta não chega, o que responde é a alma, a solidão perene, que se eterniza nas noites insones repletas de recordações, ou nas coisas que rapto para me lembrar do que foi minha vida, e me banhar, mesmo que por alguns instantes, do brilho ofuscado das estrelas, pelo sentimento de um grande coração.
Resta-me viver do amor jé vivido e sentido, como que me encobrindo feito um manto e me fazer, ainda hoje, um ser humano pulsando!
Resta-me viver do sonho que nunca deixa de ser sonhado. Maldita dor, que me consome e que encubro, por dentro do casulo hermético - que é meu corpo - couraça maldita que me proteje e me consome, não tendo poros ou aberturas para um alívio sequer!
Há o vazio imenso, intransponível! Uma condenação ou uma danação, legado de nós dois, sem saída, nem para mim, nem para você. ************** Publicado por Lílian Maial em 21/01/2009 às 17h09
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