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DRIVE-THRU - verão 2003
Lílian Maial Publicado por Lílian Maial em 31/07/2008 às 19h35
13/06/2008 20h29
O Rio de Janeiro está gerando menos empregos que o resto do país...
Lílian Maial
O Rio está gerando menos empregos que o resto do país. O estado tem quase 50% de seus municípios absolutamente dependentes dos royalties da indústria do petróleo, que emprega muito capital e pouca mão de obra, além de ter vida limitada... E se a fonte secar? Isso reforça a tese de que somos, cada vez mais, um país de montadores. Ninguém se preocupa ou investe na criação de tecnologia. No fundo, somos um bando de franquias de gringos, vendendo umas para as outras; um bando de Mc Donald's vendendo cheeseburgers uns para os outros, enquanto a tecnologia dos cheeseburgers vem lá de fora. E o grosso do dinheiro também, porque a parte mais nobre da cadeia produtiva está lá. E o pior é que fica todo mundo feliz porque isso "gera empregos" - oh! Que empregos são esses? Empregos cada vez piores, cada vez mais obtusos, em um país com um nível baixíssimo de educação. Então vem a pergunta: - O que podemos fazer, como modificar tal situação? Quando Lula estava em campanha, ele diagnosticou tudo isso muito bem, num exemplo que deu: o sujeito corta a árvore na Amazônia, sacrifica a floresta, e ainda fica feliz porque ganhou míseros 10 reais. Aí, essa madeira vai virar um móvel de luxo no exterior, e aqueles R$ 10 de árvore passam a valer US$ 5000, ou seja, toda a "agregação" de valor está lá fora. No entanto, depois de eleito, nada foi feito para mudar o panorama. Então vem outra pergunta: - O que fazer a essa altura? O estado tem que fomentar, de alguma forma, circunstâncias que agreguem valor na cadeia produtiva, e não somente e diretamente o que gere emprego. Melhorar o ensino, antes de mais nada. Incentivar pesquisas que agreguem valor. A profissionalização como continuação do estudo. Isso até já tem, como no caso de SENAI, SENAC, etc, porém é uma profissionalização com o intuito de montar kit, e não de desenvolver kits para os outros montarem. Isso é o que dá dinheiro, riqueza, e - como corolário inexorável – empregos. E empregos bons!. Ora, quem tem emprego bom, tangível, alcançável, não perde tempo assaltando, cheirando cola. "O crime não compensa", diz o velho ditado. Mas se tem muita gente no crime, é porque deve estar compensando. Quando tem muito assalto em um determinado lugar, a polícia sempre fala que não pode policiar todos os lugares em todas as horas. É necessário e correto desincentivar a criminalidade. É não deixar o crime compensar. Com repressão, é claro, mas com outras opções viáveis, tangíveis, rentáveis. E como o crime compensa? Porque é melhor, em relação ao imediatismo, do que montar kits para ganhar uma ninharia. Nessas condições, fica difícil manter a ordem social de pé... *********** Publicado por Lílian Maial em 13/06/2008 às 20h29
13/05/2008 19h34
O QUE FAZER DA AUSÊNCIA
®Lílian Maial
Domingo é o pior dia para ausências. De segunda a sexta há todos os afazeres de praxe: trabalho, escola, academia, curso, casa, sei lá mais o quê. Sábado tem família, cinema, show, compras, agito, azaração. Mas aí chega Domingo, acorda-se tarde e já nem se sabe mais se é desjejum ou almoço o que se come. Lê-se o jornal, espreguiça-se, passa-se os olhos na programação televisiva... e aí? Vai dando aquela angústia do fim do lazer. Vai-se morrendo junto do dia. E se for um daqueles dias plúmbeos, então... Se, para quem está acompanhado, tudo isso é triste, para quem está só é que são elas... O sábado à noite é um verdadeiro martírio. Chega-se na janela e vê-se os casais passeando, as moças em bandos arrumadas para as festas, os rapazes abastecendo os carros para buscar as garotas, enfim, movimento, alegria, energia. E você aí, debruçada, vendo a banda passar. E por que o telefone não toca? E por que ele não aparece? E por que estou tão só? Se você bobear, rola aquele clima de auto-piedade, de culpa, de rejeição. Surge a angústia e algumas lágrimas vão brotar como válvula de escape. Em caso de sorte, pode pegar um cineminha sozinha, rodar pelo shopping e encontrar alguns conhecidos de bairro, por que não? Até aí, tudo bem, mas e o Domingo? O que fazer com a ausência no Domingo? Domingos foram feitos para se passar a dois. Se estiver meio friozinho, de preferência sob as cobertas, assistindo a um filminho romântico ou de aventura. Sozinho você vai procurar um filme-cabeça, daqueles de tentar suicídio pelo mundo cruel. Sai fora! Abre-se livro, fecha-se geladeira, desliga-se som, liga-se a TV, entra-se na Internet, abre-se o ICQ... e nada. Ninguém on line, ninguém parece conhecer solidão. Está certo, pode-se sair sozinho, passear... Ver uma exposição, ir a um museu, tentar a casa de algum parente ou amigo. Mas todo Domingo? E o dia inteiro? O que fazer com a ausência no Domingo? A solidão é o mal do novo século, que já machucava um bocado o final do anterior. Milhões de pessoas inscritas em sites de busca de companheiros. Milhares de salas de chat abarrotadas de solitários à procura de identificação. E quanto mais o tempo passa, mais só se fica. Quanto mais se conhece amigos virtuais, mais real se torna a desesperança. O homem não nasceu pra ser sozinho, é fato. Então por que nos é tão difícil conviver? A resposta pode estar dentro de nós, de nossas exigências e intolerâncias. Nota-se que a solidão é muito mais freqüente entre pessoas por volta dos 40 anos. É comum nessa faixa etária as pessoas já estarem estabelecidas na vida (em termos profissionais e familiares), muitas já separadas, cuja solidão é fruto de lares desfeitos. Noutras, a convivência nunca trouxe vantagens e optaram por seu individualismo, pagando um preço alto nos Domingos à tarde. É nessa idade também que já conhecemos todo o tipo de pessoas e de problemas surgidos com elas. Nos tornamos sim, mais exigentes na seleção da companhia. Mas não vem daí a solidão, pois essa de “ruim com ele, pior sem ele” é “conversa mole para boi dormir”. Parece que o ser humano esqueceu de desenvolver, dentre todas as suas capacidades, a de extrair de dentro de si as melhores opções de criação, invenção, meditação, busca da paz. Não é de fora para dentro que vêm as satisfações, mas ao contrário, é de dentro que se encontra o prazer de usufruir os bons momentos. Se não se está bem consigo mesmo, não se pode encontrar paz exterior. E muito menos tentar compartilhá-la. Acaba em desastre, em frustração. Há que se exercitar a própria companhia, o prazer de seus momentos exclusivos. Pensar, trocar idéias consigo próprio. Sondar suas próprias vontades, seus próprios interesses de lazer. Certamente haverá um sem número de surpresas, já que quase tudo pode ser feito sem a necessidade de terceiros. É óbvio que a companhia é necessária e desejável, mas uma pessoa amadurecida e que possua auto-conhecimento jamais entrará em depressão e estado de angústia por não ter com quem compartilhar suas tardes de Domingo. Olhar em volta, apreciar um pôr-do-sol, sentir o vento no rosto, sair para uma caminhada, ouvir os pássaros fazendo arruaça... São todos sinais de que há vida, de que se está vivo. Quer programa melhor do que viver? Por último, se nada funcionar, abra o micro e escreva um artigo sobre o que fazer num Domingo solitário... Bom Domingo, Ótima semana! Lílian Maial Publicado por Lílian Maial em 13/05/2008 às 19h34
19/04/2008 11h18
URGÊNCIA
De repente, tudo é para ontem. Tudo tem que ser agora, tudo tem pressa. Há uma urgência, uma impaciência, um passar por cima de tudo e todos, apenas para ver suas próprias necessidades satisfeitas. E as dos outros? E o se colocar no lugar do outro? E a mudez? A ausência total de "semancol", de perceber que os outros têm sentimentos e têm precisão da palavra, do gesto, do olhar e de todas as explicações que lhes foram negadas. Urgência? Eu também tenho. Eles também têm. Urgência de saber como, quando, quem e, principalmente, o porquê. Esperando? Também estou. Também estamos, e há muito tempo. Esperando o cumprimento das promessas feitas tão solenemente, esperando a verdade, esperando o olho-no-olho, esperando a cumplicidade cobrada somente de um dos lados. Ah! Esperar passou a ser o verbo mais comum e mais ouvido nos últimos tempos. Esperar, de aguardar, e esperar, de ter esperança. Sim, porque só o que resta é a esperança, já que a realidade e o dia-a-dia foram roubados de sinceridade e doação. Estamos todos cansados de esperar. É bom irem-se acostumando, porque nada mais resta, senão esperar. Até hoje eu espero, e sei que ainda esperarei por uma eternidade, uma vez que a palavra não veio até agora, provavelmente nunca virá. E a distância vai se fazendo pão, rio e correnteza. A imaginação - pior de todos os algozes - vai tecendo a trama das verdades ocultadas, das mentiras maquiadas, dos dublês das más notícias. De repente, o carrasco se faz vítima, num estalar de dedos. Todos os fatos mudam de ângulo, e só se sabe da urgência no cadafalso, da urgência da corda ao redor do pescoço, da solitária morte da história idealizada de uma vida, cuja personagem principal não sabia o texto. A vida é urgente, a morte é premente, mas nada faz sentido e nada importa, se não houver a verdade, a sinceridade, a entrega e o amor ao outro. ************** Publicado por Lílian Maial em 19/04/2008 às 11h18
04/04/2008 16h55
EPIDEMIA DE DENGUE: DE QUEM É A CULPA?
Epidemia de Dengue: de quem é a culpa? Publicado por Lílian Maial em 04/04/2008 às 16h55
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