Lílian Maial

Basta existir para ser completo - Fernando Pessoa

Meu Diário
29/06/2010 19h41
TECHNICOLOR
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Lílian Maial


 
Tinha mania de cinema. Desde menina se encantara com as películas. Logo no início, história de princesas, imaginava-se a Cinderela e todas as fadas. Com o passar dos anos, a Fera, o Vagabundo, Jekyll & Hyde.
Trilha musical impecável, como cada frase ensaiada. A vida passava em quadrinhos, ajustado fundo musical, repleta de personagens (uns comediantes, quase sempre dramáticos, às vezes de terror), cidades de sonho e realidades pintadas a bico-de-pena.
“A vida imita a arte”. Era sua máxima preferida. De dia, era Alice e se imaginava num mundo inteiro de maravilhas. Com o cair da tarde, a Belle de Jour sem clientela.  À noite, Uma Estranha no Ninho. Não se encaixava no mundo real.
Estudou cinema, cenografia, produção, roteiro, iluminação, edição. Só não conseguia dirigir. Trauma de infância, diziam.
Perfeita atriz. Tão boa, que acreditava na felicidade cenográfica de seu dia-a-dia. No fundo, sua própria antagonista.
 
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Publicado por Lílian Maial em 29/06/2010 às 19h41
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